8 de outubro de 2020

Antes dos 26 anos


Eu amo listas e amo criar metas pessoais. Tentei então no ano passado o desafio de fazer 26 coisas antes dos 26 anos. O tempo foi passando, a pandemia foi chegando, e minhas metas foram deixadas de lado. Meu aniversário então chegou e fui dar uma olhada no que consegui fazer. Não foi muito, mas fico feliz com cada realização.

Fazer uma tatuagem

Eu amo tatuagens e fiz a minha 10ª no início do ano com o Padu, que já tinha feito três outras tatuagens minhas. Eu amo aliens e tatuagens doidas! Essa fiz na minha perna esquerda.

Escrever uma carta para mim mesma.
Escrevi uma carta para o eu do futuro. No site Cápsula do Tempo, você escreve uma carta para si ou para alguém que será enviada em 10 anos. Escrevi três cartas, uma para mim no dia 15, uma para meu namorado no dia 20 e uma para minha mãe no dia 24.
O que será que a Bruna de 2030 estará fazendo quando receber meu e-mail?

Viajar para outro estado.

Início do ano, eu fui para São Paulo, andei pela Liberdade, fui ao Eat Asia Hello Kitty, ao MAC. Fiquei hospedada no The Hostel Vila Mariana por duas noites. Minha primeira viagem sozinha de verdade. Desde o embarque até a volta para o Rio.

Aprender a costurar.

Sentei e costurei uma máscara de dormir para quando meu namorado dormir na minha casa. Foi difícil no começo e fiquei com vontade de desistir, mas minha mãe me ajudou a continuar. Foi sofrido, mas no final das contas não é complicado e serviu direitinho! Depois costurei uma bolsinha mas acabei perdendo a foto.

Participar de uma exposição de arte.

Antes da pandemia, eu fui convidada para compor a exposição "Protagonismo e Feminismo", na OAB Jabaquara, São Paulo. Consegui participar pessoalmente e foi uma noite linda de abertura! Duas das minhas artes ficaram em exposição.

Ganhei um bolo muito lindo feito pela minha tia, na temática do jogo Minecraft, que tenho jogado bastante com meu namorado e amigos hahaha


26 de setembro de 2020

Toda vez que eu penso em você, eu sinto passar por mim um raio de tristeza


"Everytime I think of you / I get a shoot right through into a bolt of blue"

Uma das músicas que mais mexe comigo surgiu oito anos antes de eu nascer. "Bizarre Love Triangle", da banda inglesa New Order, nunca me enjoa, e tocou na noite do meu aniversário de 2018, no Bar Bukowski

Eu sinto uma onda de energia passando por todo o meu corpo quando já ouço as primeiras batidas. Uma descrição perfeita que encontrei na FAC553:

"A entrada da batida. Diferentes versões de “Bizarre Love Triangle” começam de diferentes maneiras, mas cada uma delas nos lança em um hiperespaço turbo-pop sempre do mesmo jeito: uma sequência esmagadora de batidas que interrompe o brilho sintetizado e explode como o pânico e o excesso de excitação de uma arritmia cardíaca. Antes mesmo dos vocais começarem, seus circuitos internos já sentem a sobrecarga".

Embora o título se traduza "Triângulo Amoroso Bizarro", a música não menciona nenhum relacionamento amoroso, mas sim um misto de sentimentos com relação à uma situação confusa em que o protagonista não consegue resolver sem que a outra pessoa faça algo. 

Toda vez que eu vejo você caindo / eu me ajoelho e rezo”.

O refrão em que todo mundo na festa levanta os braços e canta com todos os pulmões (pelo menos eu sim haha). É uma música tão gostosa e tão sofrida de ouvir, já chorei ouvindo, dancei feliz, dancei bêbada, ouvi lavando a louça, ouvi mais de vinte vezes seguidas.

Por incrível que pareça, eu nunca pensei em ninguém e nem em um triângulo amoroso ao ouvir essa música. Ela me transmite uma nostalgia imensa, como se eu tivesse a ouvido em muitos momentos da minha vida, momentos que não vivi ainda. E ela me faz imaginar um diálogo ou monólogo comigo mesma do passado, presente e futuro. Eu canto essa música para o meu eu que já sofreu tanto, numa tentativa de falar comigo mesma que precisamos lidar com as dores do passado, e que o eu de agora consegue ajudar um pouco a Bruna adolescente.

"Quando eu fico assim, simplesmente não sei o que dizer. Por que não podemos ser nós mesmos como éramos ontem? /

Whenever I get this way, I just don't know what to say. Why can't we be ourselves like we were yesterday?"

É a minha música atemporal, é a música que eu escuto todo ano, principalmente no meu aniversário, quando abre um portal dimensional e é possível me conectar e refletir sobre todas as Brunas que já fui durante a vida.

Versão de aniversário e em HD

Versão fanart de i'm cyborg but that's ok, que eu amo e já falei aqui no blog!

Meu aniversário é daqui a dois dias, e tocarei essa música bem alto aqui em casa! Comemorando o quanto aprendi até agora e que sobrevivi aos surtos da quarentena de 2020, sigo sobrevivendo, e me tornando quem o eu do passado almejava ser.

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Esse post fez parte do projeto "40 semanas de música". 

01. Uma música que comece com a letra do seu nome: Bizarre Love Triangle

18 de setembro de 2020

Sarau com os amigos antes do mundo acabar


Início de março de 2020, ninguém usava máscaras na rua ainda, o isolamento ainda não tinha sido decretado, e o número de mortes por Covid era de 5 pessoas no Brasil. 

Eu olho para trás e parece que o início desse ano já tem 3 décadas, muita coisa aconteceu e vem acontecendo.

A Bruna do passado de 6 meses atrás, estava em um sarau na casa do Biel, aproveitando um dos últimos roles sem saber.

Eu e meu amor
Conheci pessoas maravilhosas e talentosas que não mantive contato depois
Meus dois amores: Thainazinha e meu namorado
Meus desenhos ficaram pendurados, absorvendo o clima bom
Tinha mais gente que não saiu na foto, mais gente que chegou depois também

Foi uma noite muito boa. Teve Uno, teve bebida, teve baseado, arte, dança, música ao vivo, eu sentada no meio de risadas e canções.


28 de junho de 2020

Histórias sobre amor LGBT+ para você ler


Hoje é o Dia Internacional do Orgulho LGBT+, 51 anos atrás ocorria a Revolta de Stonewall. 
Na madrugada do dia 28 de junho de 1969, ocorreu a primeira grande revolta e luta pelos direitos LGBTs, em um bar em Nova York, chamado Stonewall Inn, local marginalizado e frequentado por lésbicas, gays e travestis.

Até 1962, era crime qualquer prática homossexual, e como punição havia o trabalho forçado, regime fechado e até pena de morte. Mesmo após a “legalização” do casamento entre pessoas do mesmo sexo, as leis eram rígidas e violentas.
Cansadas da repressão policial e da marginalização, pessoas LGBTs se uniram pela primeira vez para lutar pelos seus direitos. As primeiras a se revoltarem e a contra-atacar a violência da polícia foram as ativistas Marsha P. Johson, travesti e negra, e Sylvia Rivera, mulher trans, ambas fundadoras da Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR).

A primeira grande Parada do Orgulho LGBT+ ocorreu no ano seguinte, em Nova York.


A luta por direitos ainda é necessária, tanto no Brasil (país com o maior índice de mortes de pessoas trans), quanto nos países em que as pessoas ainda são apedrejadas ou queimadas vivas em praças públicas por serem LGBT+.





Como artista LGBT+, prezo pela representatividade em minhas histórias, então selecionei quatro das minhas preferidas na temática amor e desamor:


História em quadrinhos curta sobre a espera de que algum dia o coração deixará de estar partido.
Eu desenhei o texto da Ragazza Rossa, em 2017, quando passava por uma situação semelhante de desamor e esperança de dias melhores.
"Um dia vou dizer teu nome sem que se forme um nó na minha garganta"


Baseado em uma história que escrevi em 2016 (mas desenhado em 2019). Todo mundo é um pouco doido, mas há aquelas pessoas que tem a loucura parecida com a nossa. 
"Você me olha como se pudesse enxergar o universo que habita em mim"


História curta sobre um amor não correspondido, baseado em um poema que escrevi em 2016 (desenhado em 2018). 
"Eu sabia que ela não estava sonhando comigo"


História sobre uma pessoa que conheci aos 11 anos de idade. Desenhei em 2018 sobre a Nathana, eu nunca mais encontrei nenhum rastro dela, na verdade, nunca nem mesmo disse o que sentia. 
"Era um desenho que a Nathana fez de mim muito tempo atrás"


Em 2018, participei de uma coletânea de histórias em quadrinhos sobre romances entre mulheres.
Mundos diferentes, personagens diferentes, traços diferentes amarrados numa única certeza: não importam os obstáculos, para elas vai tudo acabar bem!
Quadrinistas: Aline Lemos, Bruna Morgan, Dani Franck, Dika Araújo, Jujuqui, Lita Hayata, Manu Negri, Mtika, Talita Régis.








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Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Abril do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique aqui!

23 de junho de 2020

Solstício de Inverno


Sábado (20/junho) celebrei o solstício de inverno! Na prática pagã, essa data é conhecida como Yule. Aqui no hemisfério sul, é quando o dia tem menor duração, e a noite aparece mais cedo, deixando o céu bem escuro. Nosso inverno não é tão frio, a característica que mais predomina são as noites mais longas, o céu demora a clarear de manhã, e a tardezinha fica escura bem rápido.

Na bruxaria, acreditamos que o ano é dividido em duas partes: a metade escura (outono/inverno) e a metade de luz (primavera/verão). É tempo então de introspecção, pedir proteção, cuidar do seu eu interior.


Meu amor e eu na fogueira de Yule, que celebra o nascimento do Deus Sol, que ainda é um bebezinho, mas que na primavera será jovem, e no verão será coroado novamente.


Toda a família do meu namorado estava presente, acordamos bem cedo, bebemos um chá especial com ervas da estação (erva-doce, gengibre, canela, cravo). Logo alguns foram limpar e decorar o quintal, eu e minha sogra fomos cozinhar o escondidinho de carne seca com aipim para o almoço de Yule. Bebemos vinho, cantamos em volta da fogueira, fizemos nossas preces, fizemos um bolo de maçã com canela, junto com o chá de manhã misturado com suco de maçã com canela e açúcar (e ficou divino!). Comemos biscoitos amanteigados. Minha cunhada levou o novo duende dela, e eu fiz patuás para todos com propósitos individuais.






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