14 de agosto de 2017

Não sou Ninguém! Quem é você? Ninguém também?


A Bruna pré-adolescente mergulhava em poesias mórbidas e as procurava pela internet e pela biblioteca do bairro. Além disso, eu tinha uma agenda onde os transcrevia e desenhava coisas tristes nas páginas ao lado. Foi em procura de poemas mais melancólicos que encontrei Emily Dickinson (1830-1886Massachusetts - EUA), apenas uns poucos versos num blog que eu nem me lembro o nome.
Então eu soube que ela escreveu mais de cem poemas, porém publicou em anonimato somente dez em um jornal, e não publicou nenhum livro enquanto estava viva. Ela era totalmente reclusa, e viajou apenas duas vezes por questões de saúde. Emily era conhecida como a "Grande Reclusa", sua vida foi para a poesia, ela escolheu não se casar e nem ter filhos, e viveu com os pais até os últimos dias, ela viveu até os 56 anos.
Emily escrevia seus poemas diariamente, e confeccionava seus próprios caderninhos de poesia, costurando-os à mão, e guardando-os na gaveta. 

13 de agosto de 2017

Os dias passam rapidamente.


Estou sumida do BEDA desde sexta-feira, e esse é o ruim de não ter posts programados t.t
No dia do meu sumiço, eu estava fazendo minha sétima tatuagem com o Paulo Eduardo Cantizano, que fez também o desenho da minha outra coxa. Fazer tatuagem é uma coisa que dói, mas que depois dá tanta felicidade ver a arte ali na pele *-*!


Também vi um filme super amorzinho com o Biel, live action do mangá japonês Usagi Drop, onde um rapaz de 27 anos chamado Daikichi, ao ir ao funeral do seu avô descobre que este tinha uma filha ilegítima, cuja mãe ninguém conhece. A menina tem somente 6 e se chama Rin. Toda a família do Daikichi olha para a menina como se ela fosse um estorvo na família. Ele cansado e frustrado daquela atitude, decide cuidar da Rin sozinho. Ele não tem nenhuma experiência, mas acaba aprendendo na dificuldade e na determinação a cuidar de uma criança sozinho. Daikichi e Rin criam um laço forte e maravilhoso, foi um dos filmes mais amorzinhos que já vi esse ano *-* dei cinco estrelas!


No sábado, teve a tão esperada Agostina na casa do Biel, já estava marcada dois meses antes. Era pra levar comida de festa junina, bebida e roupa de caipira. Eu levei a minha irmã e foi muito divertido. Comi e bebi até não aguentar mais. E para quem me conhece há anos, sabe que ter tantos amigos assim era algo complicado para alguém tímida e antisocial como eu!

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10 de agosto de 2017

Projeto Literário Agatha Christie II


Eu conheci a Agatha Christie quando ainda estava no ensino fundamental, após visitar o sebo do meu bairro e encontrar um livro dela por dois reais! Depois de um tempo, eu descobri que a minha avó tinha todos os livros da Agatha quando era adolescente, mas os exemplares foram vendidos sem a autorização dela.
Quando eu vi que criaram o Projeto Agatha Christie, vi uma oportunidade para me impulsionar a ler todos os livros dela.
A Agatha escreveu mais de  88 livros de ficção! Sem contar ensaios e peças teatrais! De 88, eu já li 13, não é nem metade hauaha. Nesse post, falarei de apenas sete, e farei outros posts quando for lendo um certo número de livros dela. Acho que terminarei antes de morrer hauha.


A Agatha é conhecida como a Rainha/Dama do Crime, por escrever tantos livros bons de romance policial! Ela nasceu em 1890, na Inglaterra. Cresceu ouvindo as histórias de Conan Doyle, Edgar Allan Poe e Leroux, contadas por sua irmã mais velha, Madge. Mas foi a mãe que a incentivou a começar a escrever contos. Quando jovem, disse à irmã que poderia escrever uma história de detetive, a irmã duvidou, e em sua biografia Agatha disse que então, a semente foi plantada, e que ela havia sido atingida pela determinação de escrever histórias policiais.
Suas histórias mais famosas incluem seu detetive belga Hercule Poirot, e a detetive idosa e amadora Jane Marple (ou Miss Marple).

9 de agosto de 2017

Meditação da Lua Cheia na praia ♥.


Nessa segunda-feira, eu fui pela primeira vez à uma meditação coletiva da lua cheia ao ar livre, que ocorre na praia perto da minha casa todo mês. Quando cheguei, tinha cerca de quarenta mulheres sentadas na areia com suas cangas e mantas. Tocava uma musiquinha calma e uma moça auxiliava a meditação.


Eu não estava sozinha, meus amigos Biel e Thainá logo apareceram também. Foi uma experiência muito boa, eu me senti muito em paz, e o céu estava bem estrelado.
O mar me deixa bastante calma, até mesmo quando não tem ondas. E vinha uma brisa marinha maravilhosa.


Eu não tirei mais fotos porque fiquei sem graça, mas tirarei nas próximas meditações da lua cheia! Pretendo frequentar todo mês, inclusive em outras praias.

arte da primeira imagem: mohtz

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8 de agosto de 2017

Coisas amorzinhas que li esses dias.


Andando pela internet, muitas vezes eu salvo posts nos favoritos, e agora acho que seria egoísmo não compartilhar os artigos que li e gostei tanto! Ainda mais quando foram amigas que escreveram, então vamos lá:

- A Exagerando escreveu um post de superação de relacionamento, você pode ficar sem ele

- A Michelli escreveu o quanto você é foda, e a importância de olhar para trás e ver o quanto você já conquistou! Sua auto-estima fica lá em cima!

-  Um toque pra você compartilhou uma receita de esfoliante de borra de café, eu já testei e achei maravilhosa! Estou fazendo a cada duas semanas e minha pele fica super hidratada.

- A Marina escreveu sobre as palavras que usamos para descrever emoções. No final, ela propõe um desafio, onde você lista as palavras que usa para expressar sentimentos! A gente usa tão poucas.

- Chanel Fake listou 10 filmes nacionais maravilhosos! Vale à pena assistir todos, fazer uma maratona com base na lista dela!

- A Ludimila falou sobre o ciclo menstrual e eu me identifiquei demais! Essa fase tão delicada onde a gente quer chorar e matar todo mundo ao mesmo tempo.

- A Camila listou um guia para areia de gatos *-*. Existe um número enorme de areias e eu nem sabia!

- A Karina listou 10 filmes com a temática rock! Inclusive "Escola de Rock" com certeza está nela *-*.

- A Muriel fez uma playlist amorzinho de blues para curtir no inverno! Se você não conhece os artistas, então já é um motivo para escutar todos!

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7 de agosto de 2017

Como fazer alguém parar de te amar.


Há atitudes sutis que fazem um relacionamento terminar, ou nem começar, e que doem bastante. São maneiras que aos poucos a pessoa vai deixando de gostar de você, e vai embora depois de estar bem machucada. 
Fiz uma pequena lista de atitudes que machucam de pouquinho em pouquinho, e que já vivenciei na pele, sendo a pessoa ferida:

- Deixar a conversa morrer, e não dar atenção quando a pessoa fizer uma tentativa de sustentar um assunto.
- Não dar importância quando a pessoa falar que não está bem. 
- Não faça nada romântico.
- Não assuma o relacionamento, e quando a pessoa te cobrar, diga que as pessoas sabem sim que estão juntos.
- Não mantenha conversas profundas.
- Não diga que sente saudades.
- Não se esforce para ajudar a diminuir a insegurança da outra pessoa.
- Deixe claro que acha outras pessoas mais atraentes.
- Não dê muita importância sobre se encontrar com a pessoa.
- Fique com raiva e não diga o motivo, assim vocês não tem como resolver o assunto.
- Fique distante sem razão nenhuma.
- Não tente alegrar o dia da pessoa.
- Quando a pessoa disser que não está bem, fale uma frase sem sentimentos e automática como: "poxa :(". E mude bruscamente de assunto.
- Deixe no ar que ainda não superou o relacionamento anterior.
- Suma o dia inteiro, e quando a pessoa perguntar, diga que não estava fazendo nada.
- Fale sobre as pessoas que querem ou já quiseram muito te beijar. 
- Dê esperanças, mas não deixe certeza de que algo realmente vai dar certo.
- Elogie somente a aparência da pessoa, como se a desejasse apenas para fins carnais e nada mais.

Depois de alguns relacionamentos ruins, aprendi certas atitudes que se repetem quando nada vai bem.

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6 de agosto de 2017

O menino da foto não existe mais.


Quando crescemos é comum descobrirmos segredos da família, inclusive acontecimentos desagradáveis que todo mundo tenta não falar sobre.
Foi remexendo nas minhas fotos de infância que descobri da existência de um rapaz, irmão da minha madrinha, era uma fotografia do meu primeiro aniversário, eu era um bebê e ele já deveria ter entre nove a doze anos, não sei dizer exatamente. Eu perguntava quem eram as crianças da foto, foi então que minha mãe falou sobre ele, que ela também não conhecia tanto, pois não moravam próximos. Ele havia se suicidado aos quinze anos. Eu descobri isso nos meus dez.

5 de agosto de 2017

Louca por tatuagens!


Eu sou doida por tatuagens, e meu objetivo é ter várias pelo corpo. Tenho algumas fotos de inspirações de desenhos que pretendo ter em mim, e essas são algumas delas:



4 de agosto de 2017

Amar quem está longe.


As nossas realidades são muito diferentes. Interior paulista e favela carioca não se encaixam.
Como duas pessoas tão distantes podem se entender tão bem? Eu penso que é uma brincadeira de mal gosto do Universo, ou um aviso de que nesta vida minha missão não tem nada a ver com o amor.
Uma parte de mim acredita que nossas vidas algum dia se tocarão e ficarão juntas. Porém, outra parte sabe que é apenas um sonho, e que essa esperança que tanto me acalenta o coração, é somente mais um degrau para a minha queda.
Eu me imagino de mãos dadas contigo, e como deve ser legal conhecer a sua mãe, e jogar vídeo games com os seus irmãos. Deve ser divertido brincar com os seus cinco cachorros de olhos de jabuticaba. Eu sei que essas coisas nunca vão acontecer., mas deixa eu fingir, e imaginar como deve ser quentinho o seu abraço.


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3 de agosto de 2017

Memory Jar: Julho ❤.


Julho passou voando e eu não fiz quase nadaaaaaaa D:
Para ler sobre os meses anteriores, clique aqui.
Em junho, 618 pessoas leram sobre meu mês ❤!

"Eu resolvi fazer um apanhado de coisas legais que aconteceram e vão acontecer em 2017, e dividi por mês. É uma forma diferente de fazer o Memory Jar (um projeto que consiste em anotar todas as coisas boas que aconteceram no ano, colocar num pote, e abri-lo em dezembro), é uma maneira de me lembrar que cada mês valeu a pena, e mostrar ao meu eu do futuro que muitas coisas boas aconteceram.
Não sei se alguém lerá esse tipo de post, porém estou pensando mais em mim mesma e no que sentirei quando chegar o final do ano."

△ o que desenhei △

Eu só fiz sete desenhos esse mês, isso é vergonhoso!

- Eu não te amo mais, apenas sinto falta das memórias de quando estávamos juntas e as coisas pareciam se encaixar: esses pensamentos sempre me vem quando estou prestes a terminar um relacionamento. Eu paro e penso, "nossa, eu não amo mais essa pessoa, eu apenas amo o que já fomos", é bem triste, e é aí que sei a necessidade de terminar o relacionamento.
O que fazer quando já não há mais tantos assuntos como antes, e o silêncio se faz mais presente? sabe aquela pessoa que você conversa todos os dias, sobre todos os assuntos possíveis, e de repente já não há nada para se falar? então :c
Os melhores encontros são aqueles em que a barriga e o coração saem quentinhos: amo encontros que tem comida envolvida ou cafézinho *o*
Eu sinto a sua falta. Você esteve comigo por mais da metade da minha vida. Como eu viverei sem você agora? desenhei depois da Sakura ter falecido, ela era a criaturinha que mais amei no mundo inteiro, e uma parte de mim se foi junto com ela.

2 de agosto de 2017

A Lomba da Poesia - Spine Poetry.


Spine poetry é um método de escrever versos usando as lombadas dos livros. Quem nunca formou frases na biblioteca, na estante pessoal ou em livrarias, apenas juntando os nomes dos exemplares? Eu fazia isso desde pequena e nem sabia que havia uma nomenclatura. É um jeito criativo e inspirador para passar o tempo e também para ter ideias.
Eu peguei alguns dos meus livros e fiz algumas combinações:

1 de agosto de 2017

BEDA e A Mulher de Rosa.


Oficialmente o BEDA chegou (Blog Everyday August/April),um dos desafios mais loucos da blogosfera, onde o objetivo é fazer um post por dia nesse mês. Na minha opinião, é o melhor mês entre os blogs, pois há mais movimentação e conteúdo. Eu acho muito divertido e assustador ao mesmo tempo.
Desejo boa sorte para quem for participar!

O primeiro tema que eu quis trazer para o BEDA é sobre meu amor pela cor rosa huahua. Apesar de 99% das minhas roupas serem pretas, eu AMO rosa e queria que tudo fosse rosa. Eu serei A Mulher de Rosa com certeza huahua. Juntei todas as coisas rosas que eu tenho, e queria que tivesse MAIS rosa na minha vida huahua. Desculpe pela resolução horrível, tirei as fotos com meu celular t.t



Começando pelo meu cabelo. Eu já pintei de várias cores e de vários tons de rosa, mas o atual é o meu favorito *-*.

28 de julho de 2017

7 livros mais surrados da minha estante.


A minha estante de livros não é a mais organizada do mundo, e ela é composta principalmente por livros usados, adquiridos por mim em sebos ou em trocas. 
Hoje em dia sou mais exigente com a aparência dos livros, porém antigamente não ligava se a capa já estava descolando, só o que importava era o interior. Infelizmente, livros capengados duram bem menos, então não os compro mais.

Peguei essa tag no Literalize-se, e coincidentemente só tenho 7 livros surrados na minha estante toda, o equivalente a 2% da minha coleção.

25 de julho de 2017

Eu só queria ser brisa.

.

Eu preciso escrever para saber o que estou sentindo. Minha mente pensa mais rápido do que a minha mão consegue conduzir a caneta no papel.
Eu só queria que a minha mente parasse por alguns momentos, sinto que há uma avalanche dentro da minha cabeça. Estou sendo esmagada.
Eu quero gritar, quero sair correndo, quero ir embora do meu corpo por algumas semanas, e misturar a minha alma com a brisa do inverno, ir para onde o vento me levar, e mesclar em mim todos os cheiros do caminho. E só voltar quando a minha mente estiver em paz.

10 de julho de 2017

Memory Jar: Maio e Junho ❤.


Deixei de lado o Memory de maio e de junho, então resolvi fazer os dois juntos e postar, desculpe o megapost huahuah. Bom, já estamos no meio do ano e isso me assusta um pouco.

Para ler sobre os meses anteriores, clique aqui.
Em abril, 971 pessoas leram sobre meu mês ❤!

"Eu resolvi fazer um apanhado de coisas legais que aconteceram e vão acontecer em 2017, e dividi por mês. É uma forma diferente de fazer o Memory Jar (um projeto que consiste em anotar todas as coisas boas que aconteceram no ano, colocar num pote, e abri-lo em dezembro), é uma maneira de me lembrar que cada mês valeu a pena, e mostrar ao meu eu do futuro que muitas coisas boas aconteceram.
Não sei se alguém lerá esse tipo de post, porém estou pensando mais em mim mesma e no que sentirei quando chegar o final do ano."

27 de junho de 2017

Liebster Award e a blogosfera de antigamente.



Esses dias a Mia Sodré me indicou em uma tag e eu senti nostalgia dos anos em que muita gente tinha um blog pessoal, e viviam trocando tags e selos, era algo bem divertido, faz muuuuito tempo que eu não respondo uma tag assim, então vamos lá :3


Regras
  • Escrever 11 fatos sobre você.
  • Responder às perguntas de quem te indicou. 
  • Indicar para outros blogs.
  • Fazer 11 perguntas aos blogs indicados. 
  • Colocar o selo do Liebster Award. 
  • Linkar quem te indicou: Wink




11 fatos sobre mim

  1. Eu coleciono papéis, tenho um caderninho especial para isso, onde tenho colado o ingresso do meu PRIMEIRO show, bilhetes de cinema, cartinhas que já recebi na vida, e mais uma porção de coisinhas.
  2. Meu lugar dos sonhos é Veneza, desde os meus 9 anos, quando li "O Vampiro Armand", da escritora Anne Rice, que se passa boa parte nesse lugar. E onde viveu Botticelli, um dos meus pintores preferidos.

23 de junho de 2017

Os últimos desenhos que fiz são pedaços das minhas entranhas mais profundas.


Definitivamente desenhar tem me feito bem demais, descobri formas de tirar pequenas dores e pensamentos que não me deixam respirar. Muitas pessoas dizem que minhas tirinhas são muito tristes e puxam muitos gatilhos, juro que não desenho para fazer mal aos outros, eu desenho para me libertar da minha mente e para representar as pessoas fodidas da cabeça.

Estou gostando de postar aqui no blog sobre as tirinhas, dá para falar um pouco sobre o que há por trás delas, e me sinto mais próxima de quem lê aqui.

Esses são os desenhos da primeira parte de junho! Para lê-los, basta clicar no nome de cada um.


- Para o bem da minha saúde, eu preciso aprender a não depender emocionalmente de alguém: quando estou gostando de alguém, eu dependo da atenção dela para o meu dia correr bem, e isso é frustrante, meu cérebro diz que preciso ser independente afetivamente, mas se eu não recebo nenhuma mensagem por várias horas aaaaa meu coração :c.
- É muito ruim ter que me afastar de quem eu amo, mas preciso amar a mim mesma primeiro: é um lema que ando carregando há alguns anos. Eu costumo mergulhar em relacionamentos, e isso é prejudicial. Fiz um voto comigo mesma de que se estou chorando mais do que rindo, é melhor eu me afastar, mesmo que ainda ame a outra pessoa.
- A minha avó me dizia que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo, de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo: essa é uma história resgatada de um povo pela antropóloga Paula Klug. Eu me afeiçoei à essa história porque me lembrei do tempo da escola, quando eu fazia tranças no cabelo, pois não estava muito feliz. Era algo que eu fazia instintivamente, sem conhecer essa história.
- A melhor sensação do mundo é ser reconhecida por algo que você AMA fazer: eu fiz esse desenho quando completei CEM MIL SEGUIDORES na minha página do facebook *OOO* aaaaaaaaaaaaaa
- Eu não posso me permitir te amar tanto. Quando penso em você sinto que meu peito vai explodir de tanto amor. Eu tenho que ser capaz de controlar: eu me apaixono loucamente, intensamente, explosivamente. Meu corpo parece que pode incinerar a qualquer instante.
- Um método eficaz de matar alguém é dar-lhe amor, e então subitamente deixá-la: conheci pessoas que não mereciam os meus sentimentos, e que brincaram com eles. 


- Atelofobia: medo de não ser boa o suficiente para ninguém, e nem para mim mesma: me sinto sempre fora do eixo, e não me sinto boa nem para mim mesma.
- Eu fico feliz ao ver as nuvens em tons de rosa ao cair a tarde. Talvez seja porque elas me lembram do seu cabelo de algodão: eu tinha vontade de fazer esse desenho, mas fui deixando-o para lá, até que vi a artista Nina Satie e achei perfeita para compor no desenho. Embora muitas pessoas tenham pensado, não há nada de romântico entre nós duas, eu nem a conheci ainda huahua.
- Você acha que merece essa dor, mas está completamente enganada: é um lembrete de que eu não mereço as dores e sofrimentos que sinto.
- Almas parecidas se reconhecem, mesmo estando em meio a tantas outras: fiz essa tirinha usando o trecho do escritor Luan Cunha, da página Desatinamor ♥.

~

21 de junho de 2017

5 playlists de lo-fi hip-hop que eu escuto para desenhar.


O inverno começou  hoje, mas já faz umas semanas que entrei no clima chuvoso e frio. Não é sempre que faz frio aqui no Rio, então quando acontece, já bate o espírito do cachecol, chocolate quente e muitas cobertas.
Isso acaba refletindo nas músicas que escuto e também em meus desenhos. Passei a ouvir direto algumas playlists de lo-fi hip-hop mixadas, que se adequaram ao meu estado de espírito nesses dias chuvosos.

São músicas com batidas leves, que lembram as épocas das chuvas, e um pouco melancólicas. Estou ouvindo enquanto faço os desenhos de junho *-*.

Dá para ouvir cada playlist ao clicar em seus nomes, elas duram de 10 a 60 minutos, e são todas compostas por artistas independentes e undergrounds ♥.


Don't be Sad, nessa playlist, meus artistas preferidos são In Love With A Ghost, Moow e Idealism.

in love with a ghost - flowers ft. nori | 90'sflav - c a l l m e | moow - you'r in my head | moow - falling | idealism - falling asleep at 3-37 AM ft. alex szotak | idealism - phosphenes | k?d - forgotten | moow - wake up | pneumoniker - PleaseLetMeKeepThisMemory | quickly, quickly - getsomerest/sleepwell | moow- you'r in my head | seneca b - flowers | tomppabeats - far away

6 de junho de 2017

Meus hábitos de leitura.


Eu leio muito, minha vida é ler e meu sonho é ter uma biblioteca cheia de livros favoritos. Então, quando vi essa tag em algum lugar perdido da blogosfera, resolvi fazer :3
Ainda estou pasma que o penúltimo post que escrevi, o "Namore alguém que ame a sua arte", alcançou 90.584 LEITURAS, é o post mais lido do meu blog. Como faz pra ganhar dinheiro assim? huahuaa. Enfim, vamos lá ♥.

1. Quando você lê?
Eu leio principalmente pela manhã, enquanto bebo meu café, ou quando estou dentro do ônibus. E também à noite antes de dormir. Se a história é muito boa, gosto de lê-la antes de cair no sono, assim posso sonhar com o livro. Minha mente já inventou vários finais e plot twists dessa maneira.

2. Você lê apenas um livro de cada vez?
Eu até queria, mas leio uns dois ou três ao mesmo tempo huahua, estou sempre com um livro mais denso, um livro leve e um mangá ou HQ, assim posso revezar no dia e não ficar louca.

3. Qual seu lugar favorito para ler?
Minha cama e no ônibus. Nunca li na praia, porque fico mais no mar, porém parece ser relaxante ler sentada em uma cadeira de praia pela manhã.

4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Se a história me interessar muito, prefiro ler o livro, é mais completo e preciso forçar minha criatividade para imaginar as coisas. E eu sou aquele tipo de pessoa chata que reclama se o filme ficou muito diferente do livro, como por exemplo, a série 13 Reasons Why, que só aguentei ver até o terceiro episódio, e que NÃO SEI PORQUÊ  a Hanna ficou viva na série, sendo que no livro ela tá morta e enterrada desde o início.

5. Qual formato de livro você prefere? (áudio-livro, e-book ou livro físico).
Eu prefiro livro físico, pois posso ler toda torta na cama e posso sentir o cheiro das páginas e dormir com ele ao lado sem me machucar. A vantagem de e-book é que dá para ler no escuro e não pega espaço na estante, mas o ruim é que não dá para ler tranquilamente no ônibus ou no metrô, por motivos de assalto.

6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
Sim, preciso estar comendo algum biscoitinho, principalmente aqueles cream cracker amanteigados. Enquanto vou alimentando meu espírito de leitor, também preciso alimentar meu corpo, pois fico lendo por horas e me esqueço de comer huahua.

7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa?
Acredito que esteticamente sim, é muito satisfatório ler uma série em que as capas se interligam. Mostra que a editora teve uma preocupação com a aparência do livro e não apenas jogaram umas imagens e umas fontes de modo desleixado.


~

1 de junho de 2017

Os últimos desenhos que fiz são pedaços da minha alma.


Quem me acompanha sabe que fiz um desafio em maio para desenhar todos os dias, totalizando 31 desenhos. Esse é o segundo post sobre, e adivinhem: EU CONSEGUI!
Terminei o desafio, me sinto maravilhosa por causa disso. Não sei ainda o que fazer para me recompensar huahua, alguém tem uma ideia?



O primeiro post pode ser lido ◊♦ aqui ◊♦. 

Para ler um por um, é só clicar no nome deles 


- Eu tenho que parar de imaginar que algum dia nós vamos finalmente nos encontrar: eu tenho uma  voz na minha cabeça, que sempre tenta colocar pensamentos ruins e pessimistas em mim. Uma das maneiras de tirar esses sentimentos é desenhar, então eu paro de ficar num looping eterno de pensamentos que me machucam. 
- O dia parece que não existiu, se eu não falar com você: depender afetivamente de alguém é isso, sentir que o dia não teve importância se não falou com a pessoa. O dia passa sem cor, é mais um no calendário que não terá significância.
- Eu acreditei quando me disseram que essa dor era temporária: esse surgiu quando eu me lembrei do início da minha depressão. Ela veio mais ou menos nos meus dez anos, nunca tive tratamento, pois meus familiares julgaram ser melancolia da pré-adolescência. Eles diziam que passaria conforme eu fosse crescendo, mas só piorou.
- Quero poder ser eu mesma com você, sem me preocupar se vai me julgar, ou se vai me achar muito esquisita: sempre quis ser 100% eu mesma com alguém que amasse. Será que continuaria me amando mesmo vendo meus lados não tão bons?
- Eu fico pensando se nós teríamos dado certo, se eu tivesse me importado um pouco mais: quantos relacionamentos eu deixei passar e que seriam bons para mim? será que em algum universo paralelo eles deram certo? eu não me arrependo realmente das pessoas que deixei passar, mas fico pensando no que teria aprendido e nas coisas que teria passado com elas.


- Eu tenho medo de que você encontre alguém melhor, e se esqueça de mim: é aquela voz auto-depreciativa novamente, ela sempre me ataca. Eu fico horas deitada me remoendo, e então chega uma hora que preciso decidir: desenhar ou bater a cabeça na parede até desmaiar. Ela não me põe pra baixo apenas com questões amorosas, ela me perturba sobre TUDO. Obviamente, eu não posto todos os desenhos resultantes disso, pois são bem pesados.
- Vem tomar café comigo nessa tarde chuvosa, a gente não precisa mais sair da cama hoje: café me relaxa, isso é estranho, eu sei, e o dia perfeito para mim seria beber café ou chocolate quente, e ficar na cama à toa com a pessoa que amo.
- Eu chego a passar mal, quando me lembro de que já quis beijar você: na minha vida, já beijei pessoas que me fizeram pensar depois: por que eu quis beijar fulano? Infelizmente, há um número considerável de pessoas que me  arrependi de beijar.
- Eu prefiro acreditar que ainda não é tarde demais para tentar ser feliz: esse foi um desenho otimista-pessimista que fiz depois de acordar bem.
- Rasgue meu corpo, mastigue meu coração, e engula a minha alma: eu me apaixono fortemente, e como não sou muito normal, nesse estado acabo achando poético a imagem de antropofagia huahua AMO TANTO A PESSOA QUE QUERO ARRANCAR PEDAÇO COM OS DENTES.


- As pessoas que dizem estar do seu lado, são as primeiras a te dar as costas: hauahuahauahuahauhauhauahuahua rindo muito, tive várias pessoas desse tipo, que somem quando estou precisando. Mas só tive 1 episódio inacreditável que me faz rir até hoje, quando antes do natal a suposta melhor amiga me deu as costas, após eu falar que pensava seriamente em suicídio. Minha última grande crise depressiva foi em meados de novembro, e ela disse que não queria mais alguém assim por perto. Eu saí da vida dela e arranjei pessoas melhores, e sinceramente, ainda bem que me afastei.
- Eu sinto vontade de nunca acordar, quando estou sonhando com você: quando sonhar é o mais perto que dá para chegar da pessoa que ama.
- Hortelã com canela. Eu ainda sinto o seu cheiro em meu pescoço: eu amo o aroma de hortelã e de canela. Essa frase fazia parte de uma história que escrevi muitos anos atrás.
- Eu preciso desenhar e escrever para conseguir lidar com a minha loucura: por algumas horas sinto-me muito bem depois de desenhar e escrever, é como se fosse uma droga para aliviar um pouco. Eu não faço essas coisas para os outros, já me questionaram sobre isso, e eu respondi que não desenho para agradar, desenho para me expressar, preciso disso. Minha arte não reflete nem metade da minha loucura, mas já me ajuda um tiquinho.

~
Fico muito agradecida por quem me acompanhou nesse mês maluco, é a primeira vez que consigo finalizar um desafio pessoal até o fim e sem faltar nada. Sinto-me orgulhosa de mim mesma, e muito feliz pelas pessoas que me apoiaram. 
É muito bom ser reconhecida e receber tantas mensagens carinhosas ♥!

29 de maio de 2017

Namore alguém que ame a sua arte.


Muito tempo atrás, quando eu ainda estava no ensino fundamental, li um texto que falava sobre a cilada em ter um relacionamento com alguém que não aprecia o que você escreve. Ele era destinado aos escritores, e avisava como um namoro poderia ser ruim, caso a outra pessoa não gostasse da sua literatura e só te diminuísse, dizendo que é besteira e que não deveria continuar escrevendo. No início, discordei do texto, acreditei que não fazia sentido amar apenas alguém que gostasse do que eu escrevia e desenhava, até porque nenhum dos meus namorados e namoradas jamais gostou realmente dos meus desenhos e pinturas, e poucos apreciavam às vezes meus textos. Acreditei que o amor dos outros por mim poderia ser totalmente separado do amor pelas coisas que eu produzia. Eu estava errada.

Não importa se a sua arte é a pintura, o desenho, a literatura, a fotografia, a música, o teatro, é necessário se relacionar com quem aprecia o que você faz. Eu sei que ninguém é obrigado a gostar das coisas, mas é solitário trilhar um caminho em que a pessoa que você namora não te apoia de coração. É desanimador mostrar com empolgação algo que você produziu, e a pessoa apenas criticar, ou falar um "legal" sem emoção. 

Para mim, meus desenhos e textos falam sobre a minha alma, eu coloco meus segredos e sentimentos neles. Hoje eu penso: como alguém que diz me amar, pode não gostar do que produzo, quando o que produzo faz parte do meu eu mais profundo? Se ela não gosta do que faz parte da minha expressão, então do que ela gosta em mim? Talvez ela tenha apenas idealizado uma imagem de quem eu sou, e não tenha interesse em conhecer e gostar do meu verdadeiro eu.

Sendo alguém que morreria se parasse de desenhar e escrever, eu não aceitarei o amor de alguém que não ame o que faço. Eu quero o amor de quem enxerga meus sentimentos nos desenhos, alguém que ame os meus textos, mesmo quando estão confusos e sem conclusão. Quero o amor de quem me ache incrível e que me incentive a continuar, que me inspire e que queira me ver crescer. 
Se a pessoa não ama as minhas formas mais sinceras de expressão, então o que ela ama em mim? 

24 de maio de 2017

A síndrome de impostora entre os próprios amigos.


Será que eles me apenas me toleram, ou realmente gostam de mim? Eu faço diferença na roda de amigos ou eles me chamam apenas por pena? 
Se você já se fez essas perguntas, seja bem-vinda, você faz parte do Clube da Síndrome de Impostora no Circulo Social.
Esses dias descobri que muitas pessoas próximas também se sentem assim, pessoas que eu nem desconfiava que já tivessem feito as tais perguntas.
Sempre que vou pegar o ônibus para encontrar com meus amigos, fico pensando: "se eu desistir e ir para casa, talvez não notem a minha ausência", mas logo vejo que era besteira pensar desse jeito, pois me divirto bastante com eles. Apesar de que em alguns momentos eu possa me sentir impostora, sei que é coisa da minha cabeça, que é insegurança e que preciso aprender a superar isso.
Fico eliminando alternativas em minha cabeça: não sou extrovertida e nem a animada do role, não levo um monte de bebidas, não levo baseado, não levo muito dinheiro, eu só ofereço a minha presença e a minha amizade, e ainda assim sou chamada para os encontros, se não é por interesse, então realmente devem gostar de mim.

Eu nunca fui uma pessoa que tem muitos amigos, a maioria deles são de outros estados e que conheci apenas pela internet. No bairro onde moro, tenho poucos, e mesmo assim não os vejo com frequencia. Arranjar amizades e não me sentir impostora por isso, requer prática, e só comecei a sair do meu casulo agora. Para alguém que é tímida e insegura, acho até que estou me saindo bem.
Um conselho para mim mesma e para quem também se sente assim: não somos impostores, tente ignorar ao máximo essa voz chata que nos diz que não pertencemos àquele ambiente.

(a arte é da Manjit Thapp)

19 de maio de 2017

Os últimos desenhos que fiz são pedaços de mim.


Desafiei à mim mesma em fazer uma tirinha por dia durante o mês de maio. Quando não consigo, desenho dois no dia seguinte para equilibrar. Resolvi fazer dois posts esse mês para falar sobre eles, esse é o primeiro. Estão em ordem de publicação, dos primeiros aos últimos.
Em maio, comecei a rascunhar no papel, e a terminar no photoshop. Antes o meu processo era: desenhar com lápis no papel > passar a caneta nankin por cima > escanear > limpar o desenho > colorir > publicar. Mas agora que minha caneta acabou, meu processo nesse mês virou: rascunhar com lápis no papel > escanear > limpar > passar por cima com um pincel maravilhoso que encontrei e me adaptei > publicar.
Outra mudança foi que comecei a usar cores mais vivas em meus desenhos, continuei com a paleta de cores, porém aumentei a saturação. Estou satisfeita assim.

Muitas pessoas andam me perguntando sobre o que são essas manchas nos corpos dos meus personagens. E fiquei assustada quando me disseram que pensavam ser marcas de violência o-o, gente huaha comoassim.
Para mim, essas marcas são o que chamo de "pontos de calor", não sei outro nome que poderia dar. Sabe quando um personagem está num local frio, e fica com o nariz e as extremidades rosadas? Então, é isso. Eu coloco no nariz, nos ombros, nos dedos, cotovelos, joelhos, e às vezes no queixo. Raramente, quero remeter à machucados internos, mas não há nada sobre violência, ok?

Para ler um por um, é só clicar no nome deles 


- Você disse que o que há entre nós é vazio: é decepcionante quando você descobre que é a única pessoa na "relação", que acreditava haver algo de especial entre os dois. Mas, na verdade, o outro só te enxergava como alguém que conheceu por acaso e sem muita importância. Eu quis representar o coelho como sendo o do mundo da Alice no País das Maravilhas, que parece ser incapaz de ser pego.
- Eu sinto vontade de falar com você todos os dias: sabe quando você quer falar com a pessoa todo o tempo, quer puxar assunto, mas sabe que se não fizer isso, ela nem vai notar a diferença? Esse é o sentimento que eu quis passar no desenho. É aquela dor que você sente vontade de largar o celular ou desligar o computador.
- Eu só quero um dia bom: inconscientemente, eu só desenhei comida. A felicidade para mim deve ser um bom copo de café, uma fruta fresca, um pedaço de um bolo delicioso. Sem preocupações, apenas degustar essas comidinhas, sem sofrimento.
- Eu quero ler com você: eu sou uma pessoa viciada em livros, e acho muito romântico ler com alguém que se ama, escutar as palavras da pessoa, fechar os olhos e imaginar a história que ela está lendo. Descobrir qual livro desperta o coração dela e como a narrativa fica muito melhor quando ela coloca sua entonação nela.


- Às vezes sinto falta de quem eu costumava ser: quando era mais jovem, eu escrevia mais e tinha mais convicção sobre meu futuro, parecia que eu sabia exatamente o que fazer e como fazer, e tinha plena certeza que tudo daria certo.
- A vontade de não mais existir é grande: eu sei que é pesado, mas eu penso em suicídio 4 dias por semana, e preciso de longas horas para me convencer a não fazer nada arriscado. Quem lê meu blog e vê meus desenhos há muito tempo, sabe que carrego isso dentro de mim. No dia que fiz esse quadrinho, eu estava tendo uma crise pesada de depressão, e precisei desenhar isso. O facebook censurou, pois algumas pessoas o denunciaram, porém mais tarde publiquei novamente, censurando a pistola nos dois últimos quadros. Esse foi o quadrinho mais sincero que já fiz até então.
- Silêncio: terceiro ou quarto desenho que faço usando a menina com máscara de gato japonês e o menino com máscara do homem-aranha. Minha irmã disse que é uma boa ideia fazer uma série curta usando esses personagens, estou pensando em fazer uma história em quadrinhos deles com pelo menos 15 ou 20 páginas. 

- Eu gosto de imaginar que um banho e um chá quente: todo mundo sabe que um chá quentinho e um banho quentinho ajudam a relaxar o corpo, porém muitas vezes não adiantam, mas eu gosto de pensar que ajudam.
- Acho que é o meu destino: as pessoas vem e vão embora das nossas vidas, e isso é uma coisa que eu tive dificuldades em aprender. Tenho um trauma em ser abandonada, e me dói muito quando as pessoas deixam de me amar.
- Baby, não me deixe sozinha: quando minha mente não cala a boca, e começa a me sufocar, eu preciso conversar ou ouvir a voz de pessoas especiais da minha vida. É como se a voz delas fosse música que me acalma, e eu paro um pouco de escutar as vozes de dentro que me fazem sofrer.
- É muito bom voltar a falar com um amigo: eu tenho um amigo em especial, embora o desenho englobe outros amigos sumidos, mas fiz especialmente pensando no Christian. Somos amigos há muitos anos, e às vezes acontece de ficarmos um tempo sem nos falar, sem motivo algum, e depois voltamos como se o tempo não tivesse passado.
- Obrigada, mãe, pelas coisas que já fez por amar a gente: fiz no dia das mães, e as cores representam ela, que tem o cabelo rosa escuro, eu que tenho o cabelo rosa claro, e minha irmã que tem o cabelo azul e verde.


- Tudo que escrevo é sobre: eu sei disso, e algumas pessoas já vieram me questionar o porquê de eu escrever, na maioria das vezes, sobre amores que não deram certo, ou o porquê de eu fazer mais desenhos tristes do que feliz. Gente, é o que me inspira huahua em muitos momentos, eu uso o desenho e a escrita para me livrar de certos sentimentos, sendo do passado ou do presente. Então falo sobre coisas que já passei, mesmo que tenha ocorrido há 7 anos.
- É importante que as pessoas sintam-se amadas de verdade: é complicado se sentir amado hoje em dia, pois os sentimentos se tornaram muito efêmeros, se evaporam rapidamente. E é difícil confiar também, e entregar o coração. Eu acho importante que as pessoas se sintam realmente amadas.
- Eu odeio ter ciúmes, tento disfarçar: infelizmente, eu sou uma pessoa bastante ciumenta e paranoica, meus primeiros relacionamentos afloraram isso dentro de mim, e ainda não consegui superar 100% a insegurança. Mas tento disfarçar, tento fingir que não sinto nada, porém por dentro me sinto queimar.
- Se eu continuar a te encontrar em cada livro que leio: é incrível quando me apaixono e consigo ver a pessoa em todos os livros que leio, quando isso acontece, a história fica até melhor e eu me envolto mais.
- Eu sei quando devo ir embora da vida de alguém: é complicado partir, em oposição ao meu outro desenho, o "Acho que é o meu destino", nesse há o aprendizado em saber quando já não faz parte da vida de alguém. Há um ditado sobre cada pessoa ter um tempo na vida de outra, e eu comecei a acreditar nisso.

Espero que tenham gostado dos desenhos! A segunda parte está aqui.
~

15 de maio de 2017

6 filmes da sessão da tarde que mexeram comigo.


Se você acompanha meu blog, sabe que eu tenho uma lista no filmow apenas de filmes no estilo "sessão da tarde", aqueles filmes dos anos 00 para baixo, que dão uma sensação de nostalgia e quase sempre foram dublados pelo estúdio Herbert Richard. Eu nasci nos anos 90, então minha infância foi coberta por esses filmes velhos e maravilhosos (às vezes nem são bons, mas eu assisti mesmo assim) que passavam na Globo e no SBT.
Aqui listei seis deles, que estão entre os meus favoritos.

Matilda (1996)

Matilda nasceu com uma inteligência acima do normal, mas seus pais não permitem que frequente a escola. Então ela aprende tudo sozinha indo à biblioteca e lendo o que encontra pela frente. Até que convence seus pais a deixá-la ir à escola, que é comandada por uma rígida e monstruosa diretora. Matilda acaba descobrindo que possui outro dom além da inteligência.

Eu me identifiquei com ela por causa do enorme interesse por livros já desde pequena. E ela tem o que toda criança queria ter: super poderes!
Matilda nos mostra que mesmo nascendo numa família que não se importa muito, ela consegue ser feliz e encontra um refúgio entre seus amigos, seus livros e a amada professora do jardim de infância. Também nos ensina a enfrentar os monstros do passado, e a tomar as rédeas da própria vida, dando exemplo a professora e a diretora má.
Amo a atmosfera desse filme, e a cena icônica do menino comendo o bolo gigante nunca saiu da minha cabeça.

Caçadoras de Aventuras (1995) | Gold Diggers: The Secret of Bear Mountain

Beth Easton é uma jovem de Los Angeles que se muda com sua mãe, Kate, que recentemente ficou viúva, para uma casa no interior que recebeu como herança de uma tia. Elas planejam recomeçar suas vidas, ou pelo menos tentar. Inicialmente, Beth odeia viver no campo, mas então ela conhece a desafiadora Jody Salerno. Rapidamente elas se tornam amigas. Jody tem uma má reputação e tem de lidar com a vergonha de ter uma mãe alcoólatra.
Beth e Jody têm algumas coisas em comum e uma delas é um espírito aventureiro, que as faz explorar as misteriosas cavernas da Montanha do Urso, pois há uma história que em uma das cavernas há uma fortuna em ouro, esperando para ser encontrada.

Esse filme me deixou um grande impacto, primeiro porque a Jody é rejeitada pelas pessoas por não seguir um padrão feminino, ela é meio grosseira e usa roupas "masculinizadas", então as meninas da idade não fazem amizade com ela. Beth é a única que se aproxima, pois compartilha da mesma sede de aventura.
O segundo impacto foi que Jody quer seguir os passos de Molly Morgan, uma garota que se vestiu de rapaz para trabalhar nas minas, e foi a única pessoa a encontrar o tesouro da Montanha do Urso. Essa imagem forte e feminina me deixou com os olhos brilhando na infância. Jody construiu seu próprio barco para procurar a entrada da caverna e seguir o mesmo caminho que Morgan.
O terceiro impacto foi que mesmo tendo a mente inocente, eu sentia que elas deveriam ficar juntas, eu shippei até o final. No filme, deixa claro que são apenas amigas, mas eu senti um clima bem mais intenso. 

A Convenção das Bruxas (1990) | The Witches

Enquanto está hospedado em um hotel na Inglaterra com a avó, Luke espiona uma convenção de bruxas e descobre que elas estão planejando transformar todas as crianças em ratos. As bruxas percebem que Luke as ouviu e testam a fórmula nele.

Confesso que eu ficava confusa para qual lado torcer hauhua achei essas bruxas incríveis, bem más e poderosas. Diferente dos filmes em que as bruxas são fracas e loucas, nesse elas são terrivelmente malvadas e não desistem dos objetivos.
A Convenção das Bruxas deixou muitas crianças assustadas, por causa da cena em que a bruxa tira a máscara e mostra sua verdadeira face. 

Uma das cenas que não sai da minha cabeça é a da criança dentro do quadro!

Pesos Pesados ou Turma da Pesada (1995) | Heavy Weights

Gerry Garner, um pré-adolescente um pouco acima do peso, é mandado para um acampamento destinado a crianças gordinhas como ele. A promessa era que as férias de verão seriam divertidas, mas, quando chega no acampamento, ele e seus colegas descobrem que seu monitor será um verdadeiro maluco por dietas e exercícios.

Gerry pensa que vai para o acampamento dos sonhos, e é o que aparenta ser no primeiro dia. Há outros garotos gordinhos iguais a ele, que passam pelos xingamentos e constrangimentos que ele passa. É um acampamento onde não há a necessidade de se preocupar se estão julgando seu peso. Mas os donos do acampamento ficaram sem dinheiro e o venderam para um lunático por exercícios. Então os meninos precisam lutar para que volte a ser um local seguro e divertido.
Esse filme não ridiculariza pessoas gordas, por incrível que pareça, já que a maioria dos filmes fazem isso. E os meninos não chegam a perder peso, essa nem é a intenção do acampamento. 

A Chave Mágica (1995) | The Indian in the Cupboard

Entre os diversos presentes que um garoto ganha ao fazer 9 anos estavam dois sem muita importância: um pequeno armário e um índio de plástico.
Mas quando uma antiga chave é usada para fechar o armário, o índio ganha vida, provocando situações inimagináveis.

Eu era uma criança louca por brinquedos em miniatura, antigamente esse era o The Sims da época em que não havia computador nas casas brasileiras huahua. Fiquei super emocionada quando vi esse filme, pois era um sonho ter bonecos com vida própria.
Mas o filme não foi feito apenas para divertir, ele deixa várias reflexões, uma delas é a noção de que os bonecos de plástico ganhavam vida, tinham sentimentos, pensamentos, preocupações e medos, já não eram simples brinquedos. E o menino de 9 anos precisou aprender e a se responsabilizar pelas pequenas criaturas.

A Pequena Espiã (1996) | Harriet the Spy

Apesar de Harriet cursar apenas a sexta série ela já encontrou sua vocação: ser uma espiã. Em um diário particular que ela leva para todos os lugares, Harriet registra atividades suspeitas e mantém uma lista de observações praticamente de todos que ela conhece. Parece inofensivo, até que um dia alguém descobre o diário e expõe os pensamentos críticos de Harriet sobre seus colegas. De repente, até mesmo seus melhores amigos ficam contra ela, que resolve então, vingar-se

Ela queria ser escritora, a amiga dela queria ser cientista, e o pai do amigo era um escritor lutando para ser publicado. Esses três personagens tinham o que eu queria me tornar quando criança, eu amava ciência e amava escrever. Ver isso representado dá uma sensação maravilhosa de que nada é impossível de se realizar. Além disso, Harriet era uma espiã, e eu vivia brincando de espiã no quintal com minha irmã e minha prima.

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