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25 de janeiro de 2020

Uma coisa nova por dia!


Semana passada não atualizei o projeto 366 nuncas aqui no blog, mas agora trago para vocês as novidades!
Em 2020 comecei o projeto 366 nuncas! Onde me proponho a fazer uma coisa nova por dia durante 1 ano! Veja mais sobre o projeto aqui.

Dia 10 de janeiro, eu queria fazer algo bem diferente, ainda estava em casa sem poder sair. Tive vontade de bordar, mas já havia bordado antes. Procurei modos diferentes de bordar, e achei a técnica no tecido tule, amei por deixar o desenho meio que flutuando, como se tivesse sido bordado em teia de aranha. Eis que não encontrei meus bastidores, pensei no que poderia fazer, e me lembrei de um galho que tinha guardado para fazer guirlanda. Depois percebi que minha agulha de bordado era muito fina e a linha também, procurei uma agulha grossa e na linha usei lã. No final das contas, bordei um útero conceitual!


Dia 11 de janeiro, meu namorado foi me visitar, e como estamos juntos não faz muito tempo, nunca tínhamos feito testes bobos de casal no Buzzfeed e nem brincadeiras de quiz com os filtros novos do Instagram. Então lá estávamos tarde da noite rindo. 

23 de janeiro de 2020

No Google você acha até a mãe se bobear!


É uma sensação muito louca escrever seu próprio nome no Google e encontrar coisas sobre você. Vi muitos desenhos que fiz anos atrás, achei entrevistas e até vídeos!
Também achei outras Brunas, algumas advogadas, outras pesquisadoras. Será que elas já se procuraram no Google também por pura curiosidade?

Uma vez quando eu era criança, eu estava conversando sobre algo com minha mãe, e ela disse "no Google você acha até a mãe se bobear!", ficamos curiosas e escrevemos o nome dela para ver o que aparecia. Ela estava mesmo no Google! As pesquisas acadêmicas que assinou estavam lá e até algumas fotos na aba de imagens. Foi bem engraçado e curioso, realmente encontrei até a mãe no Google hahahaha.

Procurei o nome da minha irmã, tem alguns links de redes sociais e uma foto na aba imagens, fiquei surpresa, pois ela é reclusa no mundo virtual, algumas pessoas até já pensaram que fosse fake!

44. Procure seu próprio nome no Google
http://bruna-morgan.blogspot.com.br/p/642-coisas-sobre-as-quais-escrever.html

11 de janeiro de 2020

Aquarela, papel e tecidos #366nuncas


Semana passada comecei o projeto 366 nuncas! Onde me proponho a fazer uma coisa nova por dia durante 2020! Veja mais sobre o projeto aqui.
Como combinado, farei um post todo sábado contando o processo da semana, enquanto que no instagram postarei diariamente.

Dia 5, finalmente aprendi a dobrar origamis! Nunca tinha tentado, nem quando era pequena. Meu namorado me ensinou a fazer um navio de duas chaminés, um sapinho que pula, um tsuru, e um coração que não está na foto porque ficou super torto ahaha.


Dia 6, como não estou podendo sair de casa por causa da saúde, resolvi assistir a um filme de um país que não tinha visto ainda. Já vi vários filmes de várias nacionalidades, mas não do mundo todo. Abri uma lista de países, depois abri um site sorteador de números e na sorte veio a Nigéria. Logo encontrei um filme de terror disponível na Netflix: Araromire. Conta a história de uma divindade que pediu para ser esculpida em uma árvore amaldiçoada, ela dava bênçãos por sete anos para quem a tocasse, tudo prosperaria, porém depois desse período viriam sete anos de maldição e miséria. A tribo que a esculpiu a queimou, porém cerca de cem anos depois, uma dupla de estudantes de arqueologia a encontraram.

8 de janeiro de 2020

Sou o hulk rosa


As pessoas dizem que aparento ser calma e paciente. Entretanto, dentro de mim habita um monstro de estresse e impaciência. Eu não entendo como posso transmitir tranquilidade, se meu ser arde em irritação por qualquer coisinha. Enumerar as coisas que me deixam com raiva pode ser infinito, porém nem eu teria paciência de escrever tanto!

01. Pessoas andando devagar na calçada estreita, no centro da cidade. Eu fico me perguntando onde foi parar o bom senso de quem anda lento em um local cheio de gente apressada. Eu costumo andar depressa, principalmente em local cheio, pois quero sair dali o mais rápido possível. Entendo quando é alguém idoso, criança e outras pessoas com mobilidade reduzida. Minha raiva vai diretamente à quem anda devagar sem necessidade, atrapalhando todo mundo. É pior quando andam em bando e enchem a calçada toda.
02. Tenho o costume de comer em casa assistindo algo no celular e usando fones de ouvido, pois tenho nervoso de ouvir pessoas mastigando. Me dá nos nervos, principalmente se estiver mastigando de boca aberta. Em locais públicos ou na casa de outras pessoas, eu costumo respirar fundo e tentar me concentrar em diversas coisas.

03. Eu fico extremamente estressada vendo pessoas maltratando animais, seja pessoalmente, seja em vídeo. Tenho vontade de enforcar a pessoa, tenho vontade de dar uma paulada na cabeça dela. Me dá muita raiva ver cavalos sendo maltratados, gatos, cães, aves enjauladas, todos os animais. E apesar de ainda consumir carne, industria esmagadora em maus-tratos à animais, eu tenho conseguido reduzir a quantidade semanal, e tenho procurado alternativas.
04. Se quer me ver com raiva, me bota no calor excessivo. Locais quentes me irritam com facilidade. Não gosto de usar roupas, então já fico incomodada por não poder ficar sem camisa, fico suando demais, derretendo. Ironicamente, eu moro na cidade do Rio de Janeiro.
05. É necessário transitar pela cidade, e como não tenho recursos para andar de uber o tempo todo, eu pego ônibus por necessidade, e me estresso facilmente com o transporte público lento. Os ônibus do meu bairro são especialmente lentos, demoram um milhão de anos apenas para chegar nos lugares. Bicicletas andam mais rápido!
06. Estou procurando algo e não encontro. Pronto, estou estressada. Isso acontece com frequência, porque minha mãe e minha irmã pegam coisas do meu armário e não botam no lugar de volta, então quando eu vou procurar, não encontro e perco a paciência, já que os objetos somem e elas nem avisam que pegaram. Eu jogo as coisas para o alto, para o chão, não encontro e fico frustrada. 

07. Vejo alguém jogando papel de bala no chão, alguém deixando copo descartável na areia da praia, alguém jogando latinha de refrigerante para fora da janela do carro. Fico com muita raiva vendo pessoas  jogando lixo no chão. São pessoas porcas e sem educação nenhuma. O que custa andar mais um pouquinho para jogar o lixo na lata?
08. Sou alérgica à picadas de insetos, então quando vejo mosquito voando perto de mim, minha raiva atinge um grau tão intenso que eu ativo o modo assassina, meus reflexos ficam mais rápidos e meu objetivo é eliminar no tapa.
09. Por incrível que pareça, eu sou uma pessoa introvertida e tímida, então levo um tempo para me abrir com alguém e para me sentir à vontade. No início sou bem quieta, e vou me soltando depois. Pessoas extrovertidas não entendem isso e me enchem o saco, perguntam: "por que você não fala tanto?", "você não fala muito, né?", e o pior de todos: "nossa, ela fala bastante hahaha" com tom de ironia. Eu viro o hulk, tenho vontade de perguntar: "nossa, você nunca cala a boca, né?", "você sempre falou tanto assim? é para não ouvir os próprios pensamentos??". Se eu demorei a me abrir com você e não falo tanto perto de ti, é porque não estou me sentindo à vontade com você
10. Se quiser me deixar com raiva e ainda levar esporro, conte piadas carregadas de preconceito e discriminação perto de mim. Eu não acho graça, tenho raiva de quem acha graça, e tenho mais raiva de quem conta esse tipo de piada.

Já está bom haha e o que te deixa com raiva?

20. Faça uma lista de coisas que te deixam com raiva
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5 de fevereiro de 2016

Eu morri e você não sabe disso.


Já faz quatorze minutos que eu olho atônita para o meu corpo gelado, que se encontra estirado em cima da cama. Minha pele parece perder a cor rapidamente, e meu peito já não se move em ritmo, pois eu não respiro mais.
Foi desta maneira aterrorizante em que encontrei-me pela manhã, era o meu aniversário (não oficialmente, visto que eu nasci no horário da tarde) e eu tampouco me recordava de minha idade, de qualquer maneira eu ainda era jovem, pois minha pele era lisa e macia, meu sangue tão quente corria pelas veias e escorria em vermelho escuro quando eu machucava-me. Agora não há mais nada para se fazer. Eu respiro fundo, entretanto não é bem um “respirar”, é apenas uma forma de falar. Levantei-me da cama quando acordei, mas meu corpo não me acompanhou. Eu pareço agora ser feita de névoa. Demorei um bocado para entender que não estava mais viva.
Os cabelos de meu antigo corpo dançam no travesseiro, logo percebo que a janela está aberta. Eu sinto vontade de puxar a coberta para proteger-me, mas as minhas novas mãos não são capazes nem de sentir a textura do tecido. Fico terrivelmente triste.
Sempre pensei que o céu ficasse mais bonito e que o sol brilhasse mais quando partimos, mas nada mudou.
Permaneço deitada na cama ao lado de meu antigo corpo. O apartamento está silencioso e gelado, mas não há cheiro de morte. O único odor que eu consigo sentir vem do lado de fora da janela, o vizinho por certo está cozinhando o café-da-manhã. Isso me lembra que nunca fiz esforços para conhecer os meus vizinhos. Enquanto viva nunca me aproximei de fato das pessoas.
Eu morri enquanto dormia e encontrei pílulas em cima da pia do banheiro, não me lembro de tê-las tomado, mas sinto um gosto amargo na boca.
Em cima da cômoda uma mensagem sua de um mês atrás me diz adeus, o celular está virado para o meu rosto, decerto foi a última coisa que eu vi antes de dormir.
Eu queria poder encostar nos móveis, escrever uma carta ou fazer um telefonema, qualquer coisa, porém as minhas mãos atravessam os objetos.
Eu permaneço deitada ao lado de meu corpo. Queria dormir e morrer, mas já estou morta... Eu morri e você nem sabe disso.


Tema: 78. A morte é...

1 de dezembro de 2015

Sinais em cada detalhe do que você faz.


É incrível como nós costumamos ver sinais em cada ato mínimo, quando queremos muito que algo dê certo.
Eu vejo sinais quando você puxa conversa comigo do nada; quando olha para mim por mais de cinco segundos, e ri por eu não conseguir sustentar o olhar por muito tempo, morrendo de vergonha; quando me chama para beber refrigerante depois do colégio; ao andar muito próximo e esbarrar em minha mão; das vezes em que não conta sobre os seus problemas para ninguém, exceto para mim; quando compartilha comigo as suas músicas favoritas, e diz que uma delas te faz pensar em mim; principalmente quando passa o intervalo inteiro conversando sobre coisas bobas comigo. Quando responde imediatamente as minhas mensagens, e quando ficamos a madrugada inteira nos falando pela internet, apesar de sabermos que nos veremos na manhã seguinte.
O sorriso que me mostra é o maior sinal de todos. É o sinal de que eu me derreto a cada detalhe do que você faz.


132. Você tem 13 anos de idade. Escreva uma carta de amor para a sua quedinha.
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22 de novembro de 2015

Amor, eu carrego uma nuvem acima da cabeça.



Amor, por muito tempo, eu tenho carregado essa nuvem acima da cabeça. É uma tristeza que sinto desde pequena, é como se ela sempre estivesse ali, mas eu não a percebia quando passava as tardes inteiras brincando no quintal. Lembro que muito nova já me agoniava quando não tinha nada para fazer, e para me acalmar, minha mãe me dava papéis e canetas para desenhar. Às vezes isso não funcionava, e eu ficava bastante ansiosa.
Eu carrego essa nuvem acima da cabeça e ela me perturba muito até em coisas pequenas. É-me difícil conseguir novas amizades, e também manter as que já tenho. Sinto necessidade de reclusão, mas até a companhia de mim mesma é esmagadora.
Às vezes eu sumo, simplesmente paro de falar com as pessoas, ou de frequentar lugares. Não leio mensagens, não atendo às ligações. Conversar torna-se um fardo, eu procuro silêncio, procuro acalmar o que grita dentro de mim. Essa minha nuvem está, na maioria das vezes, trovejando bastante.
Por causa dela, eu perco o prazer das coisas. Amizades tornam-se cansativas, objetivos tornam-se inalcançáveis. Não consigo pegar num livro, não consigo escutar músicas, e nem consigo desenhar.
Eu queria que você tivesse me conhecido quando eu era mais forte. Não costumava ser esse corpo aos frangalhos. Meus olhos não pareciam tão cansados e minhas mãos não eram tão frágeis.
Você não consegue entender como posso sentir tanta tristeza assim, mas amor, eu carrego uma nuvem acima da cabeça há muito tempo.



32. Tema: Algo que você sempre se arrepende ao dizer.  
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22 de setembro de 2015

Encontrei a sua carta que estava perdida.


Eu estava arrumando meu armário quando encontrei uma carta sua perdida. Ela tinha o seu nome, e falava sobre como tinha sido a sua semana, também falava "sinto a sua falta, desculpa por ter sumido", meus joelhos estremeceram um pouco, imaginei a sua voz ao ler a carta inteira, seu sotaque era música para os meus ouvidos.
Na carta, você falava também sobre gatos e livros, quais autores mortos havia encontrado no sebo por dois reais, quais gostaria de reviver apenas para passar tardes inteiras tomando café e conversando sobre o amor. Você também escreveu que fugiu de mim por medo de se machucar.
Eu escrevi cartas que voltaram para a minha casa, perdidas no caminho por não encontrarem você. Eu escrevi tanto, passei tantos dias mandando cartas, que depois nem sabia o porquê ainda escrevia, e parei. Sua última carta foi de despedida, e a sua letra no papel me abraçou.
Você provavelmente não lerá o que estou escrevendo, não sei por onde você se encontra. Espero que esteja explorando cavernas, viajando de camelo pelas dunas, ou sentindo os ventos do alto de alguma montanha. Deixarei essa carta dobrada embaixo de uma árvore, será que você encontrará?
Eu não cheguei a dizer adeus depois de todos esses anos. Essa carta é para lhe dizer que nunca esquecerei você e da pequena história que tivemos. Eu te amo.

da sua Ninfa dos Bosques.


11. Escreva uma carta de amor para quem já se foi.
Texto fictício para o 642 CSAQE
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5 de julho de 2014

Se eu fosse um inseto.


Sua barba igual a negros galhos seria, se eu fosse um insetinho com asas. Eu contornaria seu rosto e morderia seu nariz arrebitado quando você fosse dormir. Talvez eu pudesse tirar uma soneca na covinha de seu queixo, e pular nas dobrinhas que se formam em seus olhos quando está sorrindo de um jeito tão lindo.
Conheceria de cor toda a extensão de sua face e faria de seu ouvido a minha morada.
Entretanto, eu não sou um insetinho (infelizmente!), sou uma pessoa - eu acho, mas isso não tem problema, pois posso me contentar em descobrir o seu rosto todo de novo... todos os dias.

Tema 83: descreva o rosto de alguém que você ama.

http://bruna-morgan.blogspot.com.br/p/642-coisas-sobre-as-quais-escrever.html


6 de junho de 2014

642 coisas sobre as quais escrever + 1º desafio

http://bruna-morgan.blogspot.com.br/p/642-coisas-sobre-as-quais-escrever.html

O projeto 642 coisas sobre as quais escrever foi criado no intuito de juntar escritores para combater o bloqueio usando uma porção de desafios. Qualquer pessoa pode participar! Clique > aqui < para ver todos os desafios.

O meu primeiro desafio foi: Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro. 
Vamos lá!





Hora de dormir

Embora ela não possuísse olheiras, Bruna sentia grandes bolsas pesadas debaixo de seus olhos. Já passara da meia-noite e o sono não dava sinais de que apareceria tão cedo. Bruna sentia o cansaço em cada parte de seu corpo, mas não conseguia dormir quando tentava se deitar na cama.
Ela caminhou até o banheiro e se olhou no espelho, seus cabelos agora misturavam-se em tons loiros e castanho acobreado, seus lábios carnudos estavam ressecados por causa do frio que assombrava a casa. Ela vestia uma calça indiana dourada que ganhara de sua avó, e uma camiseta cor de vinho, que ela pegou no armário sem olhar.
Bruna lavou o rosto, decidiu então que precisava relaxar, aquela ansiedade sem motivos já atormentava há dias. Preparou um banho e um achocolatado quente, e escolheu suas roupas mais confortáveis: uma calça e um casaco de moletom.
Deitou-se e conseguiu cochilar por vinte minutos, já que sua gata de estimação subiu na cama miando loucamente pedindo comida. Levantou, colocou a ração na vasilha, correu para o quarto antes que o sono fosse embora outra vez, trancou a porta e se jogou na cama.
Meia hora depois Bruna acordou assustada: um trovão mergulhou muito próximo de sua casa e despertou toda a vizinhança. Em seguida, uma chuva forte desabou e a garota voltou a - tentar - dormir.
Saiu da cama quando já não aguentava o barulho da chuva batendo nas telha da casa ao lado, era um som infernal. Foi para a sala e ligou a televisão, esperou a chuva diminuir.
Acordou com o choro do bebê da casa ao lado e percebeu que havia dormindo no sofá.
Voltou sonolenta para o quarto e viu sua gata deitada de barriga para cima bem no meio do colchão. Bruna ficou com pena de retirar aquela bolinha de pelos que dormia tão bem, e acabou deitando - no canto que restou - da cama, toda torta tentando não acordar a gatinha.
Depois de um tempinho despertou cheia de dores pelo corpo, e agradeceu com felicidade quando viu a cama vazia. Esticou-se toda e caiu no sono.
Acordou com o barulho de uma pipa carregada pelo vento batendo em sua janela.
Acordou com um caminhão transportando botijões de gás.
Acordou com um alarme de carro.
Acordou com uma gargalhada no meio da madrugada.
Acordou com barulhos estranhos pela casa.
Por fim, seus olhos já estavam inchados e vermelhos quando o despertador começou a tocar: o dia começou e já chegara as sete horas.
Bruna jogou um travesseiro no pobre relógio que logo parou de apitar, aconchegou-se na cama e adormeceu deliciosamente.
Lá fora, o sol já queimava, e um vizinho procurava seu martelo para pregar uma porção de coisas, seria um longo dia de trabalho.



* o personagem do martelo existe.
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