Cientistas na camisa de força!

No começo da semana o meu professor de química levou uma revista que falava sobre algumas maluquices que os cientistas fizeram, e leu na sal...

No começo da semana o meu professor de química levou uma revista que falava sobre algumas maluquices que os cientistas fizeram, e leu na sala de aula.
Acabei pedindo emprestado a tal da revista, eis que achei uma coisa bem esquisita:


"Vamos nos fingir de loucos para entrar num manicômio. Quero ver se os médicos percebem a diferença entre nós e os pacientes reais", propôs o professor David Rosenhan, da Universidade de Stanford, a seus amigos. Por pouco, acharam que ele estava mesmo maluco. O ano era 1969 e o movimento que questionava as internações psiquiátricas crescia nas universidades. Em tempos de contracultura, classificar as pessoas em "normais" e "anormais" de acordo com regras subjetivas estava pegando mal.



Eu não sou maluco

Depois de convencer os colegas da lucidez de seus propósitos, Rosenhan pôs o plano em prática: passou alguns dias sem tomar banho, parou de escovar os dentes e vestiu umas roupas largadas. Então, em fevereiro de 1969 caminhou até a porta de um hospital e disse à equipe de plantão que estava ouvindo vozes. Foi admitido e recebeu um diagnóstico: esquizofrenia. A partir daí, tornou-se um exemplo em normalidade. Não tinha surtos, tomava banho, era cooperativo. Quando os médicos o examinavam, dizia que nunca mais tivera alucinações. Mas nem por isso foi imediatamente liberado.

Um por todos, todos por um

De 1969 a 1972, 8 voluntários visitaram 12 manicômios do Leste ao Oeste dos EUA. Criaram pseudônimos, forjaram sintomas variados e jamais engoliram nenhum comprimido. Todos, a não ser um, receberam o mesmo diagnóstico: esquizofrenia. A rotina durante a internação era mais ou menos a mesma. Ficavam sem fazer nada, recebiam remédios e passavam por exames. Os únicos a desconfiar dos pseudomalucos foram os próprios pacientes. O relato foi o estopim para que nos anos 80 o manual de diagnósticos de transtornos mentais fosse reformulado a partir de sintomas mais objetivos.


> Internações em números:

  • 8 voluntários normais se passando por doidos.
  • 12 hospitais psiquiátricos "enganados".
  • A internação mais longa durou 52 dias e a mais curta, 7, com uma média de 19 dias de "tratamento".
  • Durante todo o processo, receberam mais de 2.100 pílulas (sem tomar nenhuma).

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7 comentários

  1. Nosssa!
    Quantas pessoas em sã consciência devem estar perdidas em manicômios?!

    Beijo
    http://minhaformadeexpressao.blogspot.com/

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  2. in my opnion, deve ter muita gente doida a solta pela rua.

    mel-ailove-u.blogspot.com

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Nossa!Gostei desse post SHAUSAUSAUSAUHSA
    Oi Bruna, quanto tempo.Nossa!As postagens estão ótimas, fui lendo lendo lendo...Ufa, muito boas mesmo.Olha vim te pedir uma coisa (Mais um favor, já que tu mesmo disse que quando eu precisar -q então queria te pedir para fazer um outro templante pra mim, tive um probleminha o blog e apaguei o que eu tinha, eu queria um preto e cranco, se for possivel é claro...Valeu por tudo Bruna, vindo sempre aqui.Té mais.

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  6. Devo ser louca porque achei a ideia ótima!

    Simular loucura deve ser...sei lá...enlouquecedor?

    +*

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  7. Olha, foi uma experiência bem legal sabia. E até fiquei me perguntando quantas pessoas não fingem né.
    Gostei :}

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;D