
Todas as manhãs vejo meu reflexo no espelho do banheiro e encaro um dos desenhos que tatuei em minha pele. Esse em especial é um coração de cinco centímetros, abaixo do meu seio esquerdo, de modo que quando toco nele, sinto meu coração de verdade batendo.
É um coração sério, o traço me lembra alguns detalhes das cartas do tarot de Marselha. Ele chora e possui duas lágrimas que estão gravadas para sempre em minha pele. O coração desenhado vai chorar para sempre em mim.
Eu gosto demasiadamente dele. Funciona como se fosse um escudo, pois é o único coração que as pessoas verão em mim. Eu construí barreiras suficientes para não deixar ninguém entrar em meu coração verdadeiro, e mesmo que consigam entrar, não saberão disso, vão sempre encarar o desenho que encara de modo sério e sem revelar nada.
Ele funciona como uma marca à ferro quente, lembrando-me do acordo que fiz à mim mesma: não entregar meu coração em uma bandeja.
Pintura: detalhe, Saint Augustine, por Philippe de Champaigne, 1650.
Eu fiquei tão impressionada com o que tu escreveu que me deu até vontade de chorar por causa da emoção. Isso de não entregar o coração de bandeja é tão pesado pra mim, porque sempre faço o contrário. Deve ser a carência. Te adoro. Beijos
ResponderExcluirHttp://mundodenati.blogspot.com
:c eu costumava fazer isso
Excluirawwwn, adoraria ver o seu coraçãozinho <333 Parabéns pelas belas palavras!!
ResponderExcluirBeijos
www.mandyliine.blogspot.com
Pstarei em breve <3
ExcluirBela reflexão.
ResponderExcluirBom final de semana!
Jovem Jornalista
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Até mais, Emerson Garcia
Obrigada!
ExcluirEu amei esse texto. Me identifiquei. Pra mim é foda demais me abrir, deixar que alguém entre. Agora estou passando por essa experiência e é algo que parece que eu morro de medo de fazer, sabe? Aos poucos eu vou me soltando, mas é difícil quando sabemos que somos intensos e se nos doarmos demais, bate o desespero do que pode acontecer.
ResponderExcluirMe arrependi todas as vezes que deixei alguém entrar. Sei que as próximas pessoas não tem culpa do que as anteriores fizeram, mas parece que o ciclo sempre se repete...
ExcluirUau, que texto mais intenso. Sempre fui aquela pessoa que funciona no calor da emoção e que não permite que as coisas aconteçam no tempo delas e isso já me fez sofrer muito. Hoje consigo me controlar e pensar mais antes de fazer qualquer coisa. Afinal, antes de dizer qualquer palavra é preciso saber se aquela pessoa realmente merece ouvir.
ResponderExcluirwww.kailagarcia.com
Sim, eu também era assim e sofria bastante :c
Excluiroiii xuxu <3
ResponderExcluirque tapa ein!!! Eu também estava construindo milhoes de barreiras no meu coração (fiquei tranquilo, não sou aquela leitora chata que vai te dar conselhos sobre a vida, foi só o que funcionou pra mim ok?) Enfim, eu tinha criado prédios e prédios e casas e muralhas, para que ninguem, ninguem mesmo me alcançasse, mas foi ai que me senti tão só, eu assim como você amo ficar sozinha, amo minha própria companhia e alias amo fazer coisas para mim, mas não ter ninguem para contar isso, como eu consegui, como eu me dediquei, como eu me esforçei, chegou ser tão chato, que eu achei sufocantes essas barreiras, criadas por mim mesma <3
http://dosedeestrela.blogspot.com/
Com certeza vou me cansar das barreiras, mas esse tempo ainda não chegou, eu acho.
ExcluirFico feliz que você tenha se desfeito das suas <3 e que esteja mais aberta à oportunidades
só queria tambem dizer que essa mosquinha ela me da certo arrepios ai da sua caixinha de perfil (não que eu não goste dela) mas todas as vezes que eu vejo ela, me da um coceira mas eu juro que amo ela
ResponderExcluir#samantaeamosca
uahuahuah todo mundo sente um negócio por esse insetinho!
ExcluirFiquei curiosa para ver a tatoo.
ResponderExcluirSobre as barreiras, acredito que todos nós construímos em algum momento da vida. Uns podem dizer que não, mas com certeza protegem o fraco e ao mesmo tempo forte coração.
Beijo enorme! ❤
Quase Aurora
Eu vou tirar uma foto melhor dela para postar!
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