Rosana não acreditava que algum dia eles se levantariam, é... tudo aquilo estava à merce do tempo, algum dia os ossos já não existirão, nem a imponente mata do cemitério vive para sempre. A garota foi andando ladeira abaixo e avistou uma enorme árvore sem folhas, Rosana correu até ela e com um estilete, que guardava no bolso da jaqueta, fez um coração no tronco. Imaginou que na primavera muitos pássaros construiriam ninhos em seus galhos verdes, ela mesma queria ser enterrada ali quando morresse (tomara que a árvore dure bastante tempo, pensou). Gostou da ideia de dormir para sempre nos braços da árvore.
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Rosana não acreditava que algum dia eles se levantariam, é... tudo aquilo estava à merce do tempo, algum dia os ossos já não existirão, nem a imponente mata do cemitério vive para sempre. A garota foi andando ladeira abaixo e avistou uma enorme árvore sem folhas, Rosana correu até ela e com um estilete, que guardava no bolso da jaqueta, fez um coração no tronco. Imaginou que na primavera muitos pássaros construiriam ninhos em seus galhos verdes, ela mesma queria ser enterrada ali quando morresse (tomara que a árvore dure bastante tempo, pensou). Gostou da ideia de dormir para sempre nos braços da árvore.
Gosto desse jeito de melancolia, tipo amorfo ou apático. Muito bom, parabéns.
ResponderExcluirTexto originalíssimo, gostei!
ResponderExcluirGostei desse busca de paz da personagem. Curti seus pensamentos,Bruna Morgan. E seu blog também. Sinto que tenho que vir aqui mais vezes,algo me diz que temos algumas excêntricidades em comum. Seguindo!
ResponderExcluirÓtimo texto, Bruna!
ResponderExcluirSombrio, reflexivo, intenso!
Grande abraço, sucesso e grato pela visita!
"Eu cantaria a mais bela canção de ninar ao caminhar nos teus pensamentos." Muito belo pessoa!
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